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Por volta do final do século XIX, ingleses e escoceses,
que trabalhavam na São Paulo Railway, e em outras empresas
britânicas, promoveram as primeiras iniciativas para a
formação de um grupo de pessoas interessadas em
jogar golfe na cidade de São Paulo.
O primeiro local escolhido para a prática do esporte,
então tipicamente britânico, foi a Chácara
Dulley, localizada entre os rios Tamanduateí e Tietê,
em área que, no século XVIII pertenceu aos beneditinos,
de propriedade do norte americano Charles Dulley.
Na época pelo seu espaço e localização
privilegiada, a Chácara praticamente centralizava as
atividades britânicas na cidade.
Entretanto, a expansão urbana obrigou esses golfistas
pioneiros a se mudarem para outro local.
A área escolhida localizava-se onde hoje está
o bairro Bela Vista, então pouco habitada.
Foi nesse novo local que esse grupo pioneiro, resolveu então,
fundar um clube onde pudessem praticar o golfe, junto com seus
familiares.
Nascia assim, em 1901, o São Paulo Country Club, consolidado
com a construção de um novo campo.
Local aprazível, próximo à Avenida Paulista,
em cuja via começavam a proliferar os casarões
dos barões do café, este campo de golf passou
a ser conhecido e visitado por numerosas famílias. Como
se situava na parte mais elevada, o local ficou conhecido como
"Morro dos Ingleses", cuja denominação
permanece até hoje. J. M. Stuart foi o vencedor do primeiro
torneio jogado em 1903. Seu nome está gravado no troféu
disputado então e até hoje guardado na sede, constituindo-se
no documento cabal da existência do club, já no
começo do século. Outro troféu que conta
história, a Taça Clark, a mais tradicional disputada
pelo club desde 1904.
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O "Morro dos Ingleses" passou a
atrair mais gente e o progresso, inevitavelmente, chegou ao
local, obrigando outra mudança: Bairro do Jabaquara.
Lá ficaram até por volta de 1915.
Em terreno adquirido da "Light" situado em Santo Amaro,
para além do Largo 13 de Maio foi feito um novo campo.
Corria o ano de 1915.
Com o passar dos anos, o club foi crescendo, firmando-se como
um dos mais tradicionais do Estado - já com o nome de
São Paulo Golf Club - e passando a ostentar invejável
status.
Era preciso acompanhar o progresso. E as diretorias não
descuidaram da melhora que se faziam necessárias, para
atender ao crescente número de associados e as exigências
dos mesmos. Assim em 1935 foi processada a primeira reforma,
quando o club contratou os serviços de um dos maiores
nomes em arquitetura de campos de golfe dos Estados Unidos,
Stanley Thompson, que com a ajuda do Profissional José
Maria Gonzalez, com muitos anos de clube, introduziu as reformas
do campo e greens de grama, em substituição aos
de areia.
Em 1964, a antiga sede, que já se mostrava pequena, foi
demolida, dando lugar à atual. A grama existente foi
substituída, então, pelo tipo tifton 328.
Quase todos os greens foram remodelados e novos tees foram feitos
em quase todos os buracos. Na oportunidade foi construído
também o "driving range" (campo de treino)
uma antiga reivindicação dos associados. Foi também
construído um mini campo com 6 buracos, de par 3, na
área compreendida entre buracos números 13, 14
e 15, para o jogo de principiantes e menores.
O São Paulo registra com orgulho, as passagens de grandes
campeões pelo club, golfistas mundialmente conhecidos
como Sam Snead, Arnold Palmer, Billy Casper, Bob Toski, Tom
Watson, Roberto de Vicenzo, F.R.Stranahan, Ted Kroll, Lou Graham,
Mario Gonzalez, Jay Hebert, Ray Floyd, Mike Souchak, David Thomas,
Vicente Fernandez, Day Rees, Jim Turnesa, Lloyd Mangrum, Tom
Weiskopf, Lanny Watkins, Henry Cotton, Tony Jacklin, Antonio
Cerda, Leopoldo Ruiz, J. B. Segura, Martin Pose, Fay Croker,
P. Diniz e muitos outros, que pedimos desculpas por não
mencionar.
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O campo do São Paulo Golf Club, é
um dos mais agradáveis para se jogar, pois é ligeiramente
ondulado, e tem buracos de conceito técnico muito bom,
um arvoredo muito bonito, sempre florido e uma grama de ótima
qualidade em todos os seus fairways, greens e tees.
Sendo todos os buracos bons, alguns deles sobressaem como por
exemplo o número três, um longo par 5 de 597 jardas
onde são necessárias 3 tacadas muito boas para
se alcançar o green.
Outro interessante é o número cinco, um par 4
de 433 jardas também comprido, mas em ligeira descida
onde a colocação do driver é muito importante
pois o out of bounds à esquerda, a banca e as árvores
à direita penalizam qualquer tacada que não for
bem jogada. Com um ferro 5 ou 6 na segunda tacada se alcança
o green.
Outro buraco difícil é o número seis, um
par 4 de 446 jardas deveras longo onde sempre é necessário
um ferro longo ou até mesmo uma madeira 3 ou 4, para
se alcançar o green na segunda jogada.
A seguir o número sete, um par 3 fácil com um
green muito grande, rodeado de bancas.
O número oito, buraco comprido, onde a dificuldade maior
é o lago do lado esquerdo e as bancas do lado direito.
O número nove é um par 3 de 160 jardas, onde um
lado do tee ao green muito difícil de se jogar o putt,
são as dificuldades maiores.
Outro interessante é o número onze, um par 4 de
345 jardas, muito bonito, com banca no lado esquerdo e um lago
no lado direito, fazendo dele um buraco sumamente ajustado.
O número treze, outro longo par 5 de 543 jardas muito
interessante, pois as duas primeiras tacadas devem ser bem precisas,
pois caso contrário qualquer dificuldade deve surgir.
Os seguintes quatorze e quinze, dois dos mais difíceis
do campo, pois além do comprimento do 14, são
muito bem defendidos por bancas.
O número dezessete, um par 5 relativamente fácil
de se conseguir o birdie com 498 jardas, mas é necessário
uma segunda tacada perfeita para alcançar um green muito
bem defendido.
Para terminar, o número dezoito, um par 4 de 386 jardas,
muito bonito, com a sede do club no fundo, muito interessante
para se apreciar os finais de torneios. |

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